dezembro 28, 2006
Leite
(receita 2210j - série "víCio a sÓs")
Eis-me reconfortado no leito enquanto me satisfaço.
Derramo
sobre mim recordações de abraços que me cingem.
Afagos que produzem indescritíveis sensações de amor só.
Armazém cuidado que testemunha pecados só meus.
E assim aprisionados em recipientes herméticos silenciam o que a letra me devolve: um L. DeLeite com as mãos desbebido que sofregamente se esvai...
(Milk de Andrew Barton)
Publicado por anjoturvélico em
10:11 PM
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dezembro 19, 2006
Orgasmos em Castelo
(receita 2200i - série "víCio a sÓs")

Claro que também armazeno emoções!
Também é certo que ao saudosismo das primeiras e repetidas vezes resta tão só a tradição. Modernizei-me, claro! Recorri às pequenas novas tecnologias que me ajudam a mover para cima e para baixo e garantem melhores e suaves resultados...
À nobreza do acto acresci-lhe a potência de diferentes velocidades. É muito mais versátil a minha auto satisfação, auto por contraponto a manual.
São múltiplas as misturas, os batimentos, as emulsões (e as emoções).
Ai os cremes e as claras a mais os seus ovos. Para esta confissão tenho dois recipientes bem cheios. Identificados com um B. De Bater as claras sobre o meu castelo!
Publicado por anjoturvélico em
05:09 PM
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dezembro 09, 2006
Panquecas
(receita 2191h - série "víCio a sÓs")
Recheio-te e sobre mim pairas, pousas e envolvo-te.
Vulva saborida, cremosa entre os dois. Deposito-me uma e outra vez e tu de meiga, amiga... acolhes-me no gostar-te.
Armazeno-me no prazer, decorando-te com a pecaminosa fruta fatiada de mim...
... e sobre ti me deito, dormindo-me-te.
Será sonhado assim o meu acordar!
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07:14 PM
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dezembro 02, 2006
Leite Creme
(receita 2156e - série "víCio a sÓs")

E dos recipientes com a letra L, o primeiro ente a recordar, o primeiro testemunho sugerido, guardado num polímero amarelado e bem moldado, inalcançável do alto da sua Letra: a saudade da primeira queimadela num beijo que se quis recusar...
E no rótulo já amarelecido escrevi a saudade: do Leite Queimado, sabor Creme.
Confesso-vos que, no entanto, aos prazeres da prática que me satisfaz, acrescentaria o pequeno esgar de dor-prazer que a visão do ferro ainda incandescente, afagando ao de leve o creme, assim despojado numa entrega que culminava num suspiro, me transporta...
Ao açucar a metamorfosear-se para sempre.
Eis uma das verdades sobre as memórias do Lar que já não habito.
Publicado por anjoturvélico em
07:11 PM
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